Gafe na partida de Vôlei

Foto de Pavel Danilyuk no Pexels
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Era mais uma aula normal de educação física no ensino médio, na época em que o professor estava focando bastante nos jogos de vôlei em vez do tão costumeiro futsal. A classe foi dividida em dois times e o professor ficou apitando o jogo. Eu não lembro muito daquela partida, mas provavelmente meu time estava perdendo, como de costume.

Em uma das últimas jogadas, lembrei de uma estratégia meio suja de um amigo para essas ocasiões. Quando formávamos um grupo de crianças e íamos jogar futebol no gramado da casa dele, o malandro apelava para a falsa flatulência. Era só alguém estar com a bola perto do gol e a milésimos de chutá la que ele colocava o antebraço na boca e soltava um:

— FRRRUUUMMMM

O jogador perdia a compostura séria e focada e com um chute desengonçado chutava a bola para qualquer lugar, menos para o gol. Nós do time adversário sofríamos por perdermos gols de uma maneira tão banal e ao mesmo tempo ríamos muito devido ao som tão humorístico.

Mas voltemos à partida de vôlei com a minha turma no ensino médio. Lembrei daquela técnica adotada pelo meu amigo para atrapalhar o adversário, e fui me preparando para usá-la. Precisava determinar o momento exato, não poderia ser nem muito cedo nem muito tarde, mas na hora em que um adversário estivesse dando um grande passo e poderia se atrapalhar com a minha brincadeira e perder um ponto. Decidi que o momento mais propício seria quando alguém do time adversário fosse sacar a bola.

Estava chegando a hora, fui me concentrando para quando alguém fosse sacar, eu colocasse o antebraço nos lábios e fizesse o estrondo de pum. Logo chegou o momento, alguém foi sacar, eu coloquei o antebraço nos lábios, fiz a pressão de ar e:

— FRUUUMMM

Mas eu não havia calculado a distância, o outro jogador estava muito distante e por isso não escutou o estrondo, deu impulso e aquele gracioso tapa na bola, que veio voando até o nosso lado da rede, mas todos do meu time estavam distraídos com o estrondo e as gargalhadas do meu colega, que ouviu e não se conteve, chegando até mesmo a deitar no piso da quadra. Perdemos aquele saque com a distração que eu havia preparado para o time adversário. Confesso, foi uma péssima estratégia, mas valeu pela aventura e as gargalhadas, mas o pior foi terem acreditado que eu realmente havia soltado um pum. Não estavam acreditando na minha explicação, e a minha verdade acabava sendo encarada como desculpa para esconder tamanha gafe. Por pouco não ganhei fama de “Peidão” pelos corredores e salas da escola.

22/04/22

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