Estou sem ideias, mas é claro, preciso escrever. Tenho que publicar algo hoje, agora, e minhas ideias antigas estão presas a crônicas caprichadas que pretendo escrever com mais tempo no futuro. Tenho a sensação de que iria estragar uma ideia ótima, escrevendo uma crônica ruim de última hora. Então sigo assim, escrevendo sem ideia nenhuma. Mas um texto sempre precisa ter algum assunto, e olha só: já consegui escrever algumas linhas. Agora preciso continuar isso aqui até completar uns três parágrafos. Aguente firme, talvez haja algo interessante até o final, ou não, depende do que eu vou achar no meu baú passageiro de ideias imediatas. Mas não se preocupe, minha vontade é terminar esse texto com algo que faça sentido, então provavelmente vale a pena continuar.
Um dia talvez eu escreva um livro assim, sem inspiração, do começo ao final sem intenção alguma, apenas por escrever, linha por linha, seguindo o fluxo de ideias passageiras. É isso que acontece quando não se tem assunto, mas resta um pouco de esperança, esperança de continuar. Parabéns pela paciência, já chegou na metade de um texto totalmente inútil, que paciência elogiável! E não, diferente de alguns coaches, eu não tenho “ghostwriter”. Sou eu, tenho essa coragem absurda de publicar textos ruins. Sou eu mesmo que estou enchendo linguiça, pode ficar tranquilo. Tudo em nome da continuidade e da frequência de publicações. Quem sabe um dia desses saia algo realmente interessante do meio desse monte de bobagens.
Olha só, dois parágrafos já! Parece que está na hora de ir fechando esse boteco, colocar alguns nós nessa conversa fiada. Mas não se preocupe, (ou talvez deva se preocupar): outro dia nós abriremos novamente esse estabelecimento duvidoso, com uma nova crônica ridícula, sem conteúdo. Ou quem sabe eu esteja inspirado (o que não necessariamente deixa tudo melhor). Você aparentemente chegou até aqui e eu prometi um Gran Finale, depois de todo esse desserviço.
Eu vou tentar, vamos lá:
Depois de todas as desventuras, Príncipe e Princesa se encontraram em meio aos destroços, decididos a continuar juntos, tornaram-se, enfim, inseparáveis. Depois de casados, e após oito filhos, viveram felizes para sempre!
Fim! (Cortinas se fechando e fogos de artifício).
