10 Crônicas leves para leitura relaxante em dias tranquilos

Crônicas podem ser tão relaxantes! Companhias úteis, com saudosas recordações e observações sobre momentos especiais.

Imagem ilustrativa. Apresenta um armário com alguns vidros de condimentos.

Almoço de Avó

Uma crônica sobre aqueles pratos familiares que lembram alguém especial. E que também desaparece quando as pessoas queridas se vão.

“Provavelmente você, assim como eu, tem uma quedinha a mais pelo almoço da vó do que pelo da mãe. Difícil explicar se realmente é mais gostoso (como se a cada geração as famílias perdessem esse talento), ou se é o fato de ser algo novo, acompanhado das boas sensações de casa de vó…”
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Chimarrão do Cronista

Quando sento para escrever, preciso de um bom chimarrão! É um costume inspirador, que torna o hábito de escrever mais leve.

“A água na chaleira esquenta, quase chega a ferver antes de eu a desligar. Coloco a erva mate até a “cintura” da cuia e a cubro com a mão, viro-a de lado e faço movimentos para cima e para baixo a fim de acomodar a erva na lateral. Tiro a mão com cuidado e vou levantando a cuia aos poucos enquanto derramo a água quente da chaleira no espaço que ficou vazio…”
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Imagem ilustrativa. Mostra uma pastagem, depois dela uma estrada, uma árvore e no horizonte, várias árvores de Eucalipto.

Beira de Estrada

Morar em um sítio exige vários tipos de controle de pragas e práticas de limpeza. O ideal é deixar tudo limpo, e principalmente na beira da estrada.

“Uns 100 metros à minha frente está a estrada de terra. De dia, enquanto digito alguma crônica ou estudo aqui na mesa da cozinha, acompanho o movimento de carros, caminhões, cavaleiros, ciclistas e pedestres. E não posso me esquecer dos tratores, muitos, principalmente agora na época de colheita…”
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Imagem Ilustrativa. Apresenta uma câmera fotográfica Retrô, sobre uma superfície feita de ripas de madeira, e mais acima da câmera fotográfica, um vasinho com uma planta.

Para Registrar

Uma imagem vale mais que mil palavras. É verdade, mas as palavras também tem seu valor.

“São incríveis as utilidades da crônica. Esta por exemplo é uma fotografia, não apenas de um pôr do sol, mas também de um momento. Tudo começou quando, sem luz e internet, fui mais cedo trabalhar no estábulo para recolher o gado. Troquei a serragem molhada das camas por serragem seca e decidi ir buscar mais para o dia seguinte. Peguei o carrinho de mão, dois sacos, e fui…”
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Uma paisagem, com céu azul e algumas nuvens brancas, algumas árvores ao lado direito. Abaixo há uma terra agrícola preparada para o plantio, e mais ao longe, o rio e mata ciliar.
Arquivo Pessoal

O Senhor do Rio

Andando por aí, encontramos várias pessoas interessantes. Com vidas diferentes e inspiradoras.

“Nas minhas recentes andanças, passo de bicicleta à frente de uma casa simples, de madeira e sem pintura. Com uma varanda pequena e alguns cachorros de pequeno porte a observar quem passa na estrada. Fica ao lado de um morro, e também da velha ferrovia. Passo por lá e vou subindo pela estrada íngreme, quando, depois de alguns minutos chego ao topo, um lugar cercado por várias Araucárias…”
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Imagem Ilustrativa. Apresenta uma haste da planta "Dente de Leão", soltando suas sementes ao vento, com um pouco do brilho do sol, e atrás, um gramado verde escuro.

Ventos do Inverno

Os ventos frios que aparecem durante o inverno me trazem várias lembranças e reflexões.

“O dia foi frio, um sinal claro do outono e mostra que o inverno está chegando. Depois de fazer alguns trabalhos dentro de casa, decidi ir caminhar no campo e juntar pinhões. Peguei uma jaqueta de pano e outra de couro, o chapéu de palha, as botas e o balde e fui. Assoviei para que as cadelas me acompanhassem, mas das duas, apenas uma apareceu. Havia poucos pinhões, e o vento era frio, misterioso…”
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Imagem Ilustrativa. Apresenta uma tigela de cerâmica sobre uma superfície de madeira, com vários pinhões brilhantes dentro.

Época de Pinhão

É tão bom morar perto aos pinheirais! As velhas que a tantos produzem madeira e o tão delicioso Pinhão!

“Começou a época dos pinhões. Não oficialmente, acho que a venda está proibida, mas eles já estão caindo e o consumo acontecendo. Os pernilongos estão fazendo a festa, esses pequenos vampiros existem, podem voar de dia e procuram suas vítimas, os catadores de pinhão. Logo logo chegam as geadas para amenizar esse nosso sofrimento, os pernilongos deixarão de existir, pelo menos até o inverno acabar…”
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Imagem de uma praça, com uma calçada de lajotas, um banco de ferro e madeira ao lado, com uma lixeira mais ao fundo da paisagem, e uma mesa de piquenique também ao fundo. Atrás do banco há um gramado.

Em uma Praça

O que pode acontecer em uma tarde em uma Praça? Uma crônica fictícia aconchegante!

“Caminho lentamente observando os passarinhos que ciscam no gramado. Onde um encontra algo, os outros chegam junto deduzindo que ali é um lugar mais produtivo. Tomo cuidado para não tropeçar nas lajotas desparelhas que podem ser sentidas apesar do sapato. Mais adiante está o lago, com um chafariz calmo e na água o reflexo intenso do sol…”
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Fogueira Acesa, Problemas Diminuindo

Ah! As fogueiras, que aquecem e nos fazem refletir! Com uma boa e velha conversa fiada!

“É estranha a sensação de passar tanto tempo elaborando formas de escrever crônicas cada vez maiores, melhores, e me dar conta que faltou a boa e velha conversa fiada. Vou me esforçando para escrever sobre coisas cada vez mais importantes, sentimentais, e fazendo o possível para editar erros de ortografia ou concordância, deixando o texto “descansar”. O tempo passa e eu não tenho ideias “geniais”, com isso não faço o mais importante, que é obviamente, escrever…”
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Imagem Ilustrativa. Apresenta uma charrete de carga antiga, embaixo de um telhado de um galpão velho. E à frente do galpão, um gramado com várias árvores ao fundo.

Em um dia de chuva

Um Conto curto sobre uma manhã chuvosa.

“Mesmo com o tempo nublado, os cavalos foram buscados na pastagem e ganharam uma porção de milho. Comeram enquanto eram envoltos por cintas de couro e peças de madeira. Ele terminou de afirmar os arreios, passou a mão na pelagem brilhante e sorriu satisfeito com seus animais. Consultava os céus, mas nenhum sinal de sol era visto no horizonte…”
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Espero que tenha gostado! Em caso afirmativo, continue acompanhando o blog! Costumo postar crônicas assim com certa frequência.

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