6 Crônicas emocionantes sobre lembranças de família e infância

Conheci a Crônica de forma “oficial” quando houve uma Olimpíada de Língua Portuguesa na minha escola. Até o momento eu já tinha lido textos do gênero, mas sem saber que se chamava assim. Fomos à sala de informática pesquisar textos para termos uma base de como deveríamos escrever. Eram crônicas selecionadas, as finalistas da olimpíada anterior. E a exigência era de que deveríamos entrevistar algum idoso e escrever suas memórias como se fossem nossas, e de forma romantizada. Li várias daquelas crônicas, e entendi o motivo de terem ganhado a olimpíada, eram muito boas mesmo! E talvez naquela época eu não tinha entendido muito bem, porque ainda era criança, e crianças geralmente não tem boas memórias para registrar. Então obviamente esse foi o motivo para termos de usar as lembranças de pessoas idosas. Não lembro como foi a crônica que eu escrevi, mas sei que eram sobre as lembranças da minha avó. E agora, depois de anos, consegui reunir 6 Crônicas sobre minhas lembranças familiares. É provável que nem essas ganhassem uma olimpíada, mas talvez você goste. Boa Leitura!


Torrões de Argila

A argila é um material fantástico, que pode ser usado em tantas tarefas diferentes e com os mais variados usos. E esses processos geralmente requerem técnicas específicas. Acompanhe nessa crônica, o meu processo de descoberta de técnicas e utilidades da argila!

“Havia uma época em que eu me empenhava em fazer minúsculos jarros de argila, provavelmente influenciado por alguma propaganda ou programa de televisão. Mas não tinha talento algum nisso, não sabia qual barro escolher, e quando escolhia um em alguma vala, economizava, fazendo peças ainda menores do que as adequadas para uma criança…”
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Imagem Ilustrativa. Apresenta uma haste da planta "Dente de Leão", soltando suas sementes ao vento, com um pouco do brilho do sol, e atrás, um gramado verde escuro.

O Vento Minuano e a volta do Inverno

Como é possível, algo tão simples como o vento frio trazer tão boas lembranças? O outono vai dando as caras e com as folhas farfalhando ao vento, lembro de algumas lições do meu saudoso pai.

“Meu pai não teve a oportunidade de me ensinar muitas coisas, mas existem aquelas das quais lembro até hoje. Me ensinou como se joga bocha, mas não da maneira convencional, com a cancha e as bolas especiais, mas me ensinou esse esporte com as minhas bolas de gude no chão da cozinha, quando ele mal podia andar…”
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Imagem ilustrativa. Apresenta um armário com alguns vidros de condimentos.

Almoço de Avó

É incrível como existem pratos que deixam de existir. A culinária evolui, novos pratos são criados, novas pessoas aprendem a cozinhar. Porém há gostos e sabores que caem no esquecimento, a receita se perde, mas os aromas permanecem em nossa imaginação. 

“Provavelmente você, assim como eu, tem uma quedinha a mais pelo almoço da vó do que pelo da mãe. Difícil explicar se realmente é mais gostoso (como se a cada geração as famílias perdessem esse talento), ou se é o fato de ser algo novo, acompanhado das boas sensações de casa de vó…”
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Imagem Ilustrativa, apresenta uma orquídea rosa, com alguns traços trancos e outros mais escuros, e um fundo verde.

Tia das Orquídeas

Houve na minha infância, um evento que eu costumava esperar com entusiasmo: a visita do primo do meu pai, com sua esposa e um casal de amigos. E não era uma visita normal, era a temporada de “Caça às Orquídeas”!

“Não era bem minha tia, é mais fácil chamar assim, ela era esposa do primo do meu pai. Um dos poucos primos dele que vinham nos visitar e com o qual eu mais tive contato. Eles moravam em São Bento do Sul, cidade em que o meu avô nasceu e onde os meus tios-avós permaneceram…”
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Procura-se

Existem as pessoas queridas que nem conhecemos, mas que pelas histórias, passamos a admirar. E às vezes elas moram longe, e precisamos nos encontrar. Aí entram as buscas, os pontos de referência, encontros, despedidas e perdas.

“Meu irmão, minha cunhada e eu estávamos em busca de uma pessoa especial. Pessoa esta que eu não conhecia. Tive contato em um velório, mas a idade que eu tinha na época não me permitiu gravar aquela aparência. Apenas lembrava de uma linda bengala de bambu que aquele senhor segurava entre as mãos…”
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Um bebê sentado no chão, em sua volta há alguns gatos comendo, e atrás, uma idosa olha para a câmera.
Arquivo Pessoal

Ela Sente Saudades

Existem lugares especiais, em momentos especiais, que deixam de existir. E existem as pessoas, que assim como eu, sentem saudades.

“Existem os dias calmos, em que apesar de ela estar meio confusa, permanece conformada com sua situação. E existem os outros, em que ela sente saudades. Fica inquieta, pergunta se um dos outros filhos está por perto para levá-la para casa. Começa a juntar pequenos objetos que estão ao seu redor e guarda em alguma caixa ou bolsa para levar junto embora, ou deixar guardados para buscar em outro dia…”
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O tempo passa, e elas permanecem, em forma de lembranças, sorrisos e princípios.

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